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Jesus Aflato (poesia)

Doce é Jesus aflato/ do resgate a arguição/ Ao respeito vale a mim à tentação/ De Sarom é a aragem/ A resposta ao meu bramir/ O Escolhido dos milhares para mim Ó, Cristo, amado meu/ Do meu sofrer anelo Ele tem/ De Sarom é a aragem/ A resposta ao meu bramir/ O Escolhido dos milhares para mim  Sapiência o Cristo é/ Da aurora a premoção/ Ao respeito vale a mim à tentação/ De Sarom é a aragem/ A resposta ao meu bramir/ O Escolhido dos milhares para mim Meu Mestre, refúgio sê/ Às entranhas de Ti quero, pois, viver/ De Sarom é a aragem/ A resposta ao meu bramir/ O Escolhido dos milhares para mim Holocausto do Senhor/ Do altar a imolação/ Ao respeito vale a mim à tentação/ De Sarom é a aragem/ A resposta ao meu bramir/ O Escolhido dos milhares para mim

PRS na religião

O Princípio da Razão Suficiente (doravante, PRS) versa sobre o motivo por detrás da ocorrência ou mesmo do ente em si, ambos contigentes – segundo a formulação que defendo de um PRS restrito à entidades contigentes. O motivo por detrás de minha preferência não é necessário para a sequência do texto, mas ele gira em torno da nossa incapacidade de, por exemplo, encontrar uma razão suficiente por detrás da realidade objetiva dos entes matemáticos e da lógica matemática. Seria suficiente dizer que tal razão estaria na própria natureza destas coisas – o que, de fato, faço –, mas então a formulação do princípio não abarcaria normalmente aquelas entidades, ditas, necessárias.  Segundo o modelo do PRS que defendo: 1. Para toda verdade contigente p há uma razão suficiente para p Omiti esta outra possível formulação: 1'. Para toda verdade contigente p  há uma razão suficiente para a ocorrência de p pois implicaria falsamente que  p se restringe à eventos – pela enunciação de "ocor...

Argumento contra Descartes?

Descartes formulou seu argumento em prol da dualidade de substância da seguinte forma: P1.  Posso duvidar que meu corpo existe; P2.  Não posso duvidar que minha mente existe; P3.  Se duas coisas não possuem propriedades exatamente idênticas, elas não podem ser idênticas; ∴  Portanto, a mente e o corpo não são idênticos. O ponto central do argumento é P3, pois tanto P1 quanto P2 parecem serem verdadeiros – se não, pelo menos são mais verdadeiros que suas negações. P3 é o princípio da identidade, uma lei metafísica incontestável, que diz "a=a".  Eu sou igual a mim mesmo (a=a), e se houvesse alguma propriedade ou característica que não participasse da minha essência, portanto não seria "eu", mas alguma outra coisa. No entanto, há um candidato a anulador do argumento de Descartes, que é como se segue: P1'.  Estou em dúvida se o café está quente; P2'.  Não tenho dúvidas que o café é escuro; P3'.  Se duas coisas não possuem propriedades exatamente idênt...

Inferno e Estado Laico

É dito que a pregação cristã é intolerante e condenável perante a lei. Doutrinas como a do Inferno – que diz irem para lá os que não aceitam a verdade da fé cristã – são tidas por criminosas e insensíveis. Mas será que é crime tais tipos de doutrinas particulares ao Cristianismo? Argumento que não! Se você é cristão e tem medo de ser denunciado ao pregar a doutrina do Inferno, tire de si tal medo. Na verdade, todas as doutrinas cristãs – assim como das demais religiões – são amparadas pela própria Constituição e você não pode ser condenado pela lei por falar que uns vão ao Inferno por suas más ações. O princípio da laicidade do Estado diz que o mesmo não deve interferir na liberdade de consciência religiosa das pessoas e o mesmo Estado não pode opinar sobre questões de fé. Segundo Agnes Kalil¹, do portal ABK Advocacia: "[...] a laicidade não é antirreligiosa. Ao contrário, é uma característica que favorece a liberdade de crença e de não crença a todos os cidadãos, sem que o Estado...

Método de Estudo

Qual seria o melhor método de estudo? O que apresento não necessariamente é o mais simples de ser realizado, mas, tanto quanto posso ver, é o mais completo.  Muitos estudantes leem os textos de seus estudos e param por aí. Ainda que eles tenham entendido, seu aprendizado se resume não ao conhecimento adquirido, mas a aceitação do que está escrito em seus livros.  No entanto, julgo este método muito falho. Por exemplo: qual dos dois seguintes causados oé o mais desejável: a. Um estudante que aprende calcular o movimento uniforme por ter lido seu texto; b. Um estudante que, após ler o seu texto, decide testar se  realmente realmente  ΔS/Δt exprime a verdadeira velocidade do deslocamento de um corpo. Embora o estudante do caso (a) saiba fazer os cálculos, seu conhecimento se fecha em enunciados matemáticos dados. Mas o estudante do caso (b), além de saber a teoria por detrás do movimento uniforme, ele não se contenta com isto e aplica seus conhecimentos a um evento real...

Um outro Princípio da Indução Completa

O princípio original da indução completa diz que dado um subconjunto não-vazio de inteiros positivos (o chamemos B), então  (i) B tem um elemento mínimo (1), logo (ii) 1 ∈ B; (iii) ((∀a ∈) → S(a) ∈ B (iv) ∴   (1, 2, 3, 5,... n+1...) ∈ B (v) ∴ B = N Mas o princípio poderia ser reformulada de maneira mais simples: (i) todo número existente pertence a um dado conjunto  (ii) logo, não há nenhum número que não pertença a um conjunto em particular  (iii) o sucessor de um dado número pertence ao seu mesmo conjunto (iv) logo, se a  ∈ K, então S( a ) ∈ K Destes princípios segue (v) 1 pertence a um dado conjunto B (de i) (vi) logo, S(1) ∈ B (de iii) Alternativamente, (vi) poderia ser reformulado (vi') logo, 2 (S(1)) ∈ B Repetindo a mesma lógica, segue que (vii) S(2) ou 3 ∈ B Assim, o argumento engloba todos os números inteiros positivos, donde se conclui (viii) B = N

Tudo em todos

Deus deseja ser tudo em todos, para que todas as coisas estejam em uma relação mais profunda que não apenas a de subsistir nEle. Porque embora "todas as coisas foram feitas por Ele", segundo nos diz João 1.3, o que significa que o começo e mesmo a perduração na existência dos entes contigentes só é possíveis por atuação direta e sustentadora do próprio Deus, ainda aí não se encontra Sua vontade soberana. A mera intervenção contínua subjacente à realidade das coisas contigentes é insuficiente para Ele. O Apóstolo diz que "nEle vivemos, nos movemos e existimos" (At 17.28), citando um poeta grego. Esta relação não parece implicar algo mais profundo do que a conservação que uma pessoa tem por um computador – não porque ele o ama, mas por considerá-lo um meio apenas de obtenção do que deseja. Que o efeito depende da causa é algo trivial e não parece ser a totalidade do desejo Divino. Esta conclusão torna-se mais evidente quando consideramos a encarnação de Deus na Pesso...